
Ernandes de Oliveira
Vou contar uma história que nem é mentira
A colher, a
tampa e a panela
Ninguém me
disse, era só eu que ouvida
Enquanto a
comida ia ficando pronta
Olha só o
que a poesia apronta
Acredite
você, eu vi a colher com a tampa a toda prosa
Elas queriam
curtir aquele calorão
Pois não era
ainda verão
Dizia a
tampa para a colher
Toda panela
tem a sua tampa
E essa daí e
a minha mulher
A colher, toda
cheia, que era gostosa
Dizia que bom
mesmo era o prato cheio até a tampa
A panela
enciumada levando alimento apimentado
Interrompeu a
prosa, pois não tinha papas ainda
Nessa
cozinha, o fogão é do bom homem
Não importa
se é colher ou tampa
Quem não
trabalha não come
E eu já
estou por aqui quase fervendo
Então vamos
logo que a tampa só é coisa rasa
Só serve pra
proteger ou reter calor
Se não, o alimento, azeda ou perde sabor
Amiga colher, deixe de mexerico com meu tampico
Faça logo
sua parte e mexa esse cozido
Depois a senhorita
deveria saber do seu namorado garfo
Não gosto de
fofoca, mas tá na moda o recado
A mesa,
estava garfo e faca, os dois felizes, comendo no mesmo prato
Sabe como é
né, quem come junto, vive junto
Quando a
colher dá as ordens, o garfo não come fora com a faca
Eu sei
curtir tempero com a tampa não me destempero
Deixe em paz a minha tampa
com ela, tampo e destampo a todo momento.
com ela, tampo e destampo a todo momento.
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